A Colocação Do Pronome Oblíquo Está Incorreta Em
A colocação do pronome oblíquo está incorreta em muitas frases do cotidiano, especialmente quando falamos sobre ordens, conselhos e desejos.
Entendendo o que é pronome oblíquo
Antes de falarmos sobre os erros, é preciso entender o que são os pronomes oblíquos. Eles são palavras que substituem nomes ou grupos nominais para evitar repetições e deixar a frase mais fluida. Existem diferentes tipos, como o pronome oblíquo indireto, que marca o objeto indireto, e o pronome oblíquo direto, que substitui o objeto direto. Na frase “Ela me deu um livro”, “me” é um pronome oblíquo indireto e “um livro” seria o objeto direto, que poderia ser substituído por um pronome como “o”. A confusão geralmente aparece na hora de posicionar esses elementos na frase, especialmente em orações subordinadas totais e em comandos.
A regra básica é que o pronome oblíquo geralmente vem antes do verbo em frases declarativas, como em “Eu te vejo amanhã”. Porém, quando usamos imperativos, o cenário muda. Em frases como “Me liga quando chegar”, a forma como o pronome é colocado pode parecer errada para alguns, mas na verdade está correta, pois segue as regras da língua para esse tipo de construção. Portanto, entender a classificação e o funcionagem desses pronomes é o primeiro passo para identificar e corrigir a colocação do pronome oblíquo está incorreta em situações específicas.

Onde cometemos erro: orações subordinadas totais
Um dos lugares mais comuns para encontrar a colocação do pronome oblíquo está incorreta é nas orações subordinadas totais, que são aquelas que explicam de forma completa o sujeito da oração principal. Por exemplo, em frases como “É importante que você me avise com antecedência”, muitas pessoas escrevem ou falam “É importante que você avise me”. A diferença está na posição do pronome “me”. A forma correta mantém o pronome antes do verbo subordinado, respeitando a regra de que, nesses casos, o elemento oblíquo não pode ficar separado do verbo por uma partícula como “avise”. Portanto, sempre que for usar uma oração subordinada total, preste atenção para que o pronome não fique “preso” no meio da estrutura.
Outro exemplo comum é a frase “Gostaria que você me devolvesse isso”. A versão incorreta seria “Gostaria que você devolvesse me isso”. Aqui, o verbo “devolvesse” está em uma cláusula subordinada, e o pronome “me” deve vir antes dele, unidos, formando “me devolvesse”. Essa regra se aplica a verbos como “gostar”, “sugerir”, “pedir” e “recomendar” quando seguidos de orações subordinadas. Portanto, para evitar erros, lembre-se: o pronome oblíquo direto ou indireto em orações subordinadas totais vem antes do verbo, sem partículas intermediárias.
No comando: a regra do imperativo afirmativo e negativo
A colocação do pronome oblíquo está incorreta é uma dúvida frequente no imperativo, tanto no afirmativo quanto no negativo. No imperativo afirmativo, o pronome costuma vir após o verbo, unido a ele por uma crase, se for com “a” ou “as”. Por exemplo, em “Ligame amanhã”, “me” é adicionado após o verbo, formando “Liga-me”. Porém, se houver um objeto indireto, como em “Dá-me isso”, o pronome “me” vem antes do verbo, enquanto “isso” é o objeto direto e pode vir depois, separado por espaço. A confusão nasce justamente na hora de definir se o pronome vai ficar antes ou depois.
No imperativo negativo, a regra é mais rígida: o pronome oblíquo, seja ele direto ou indireto, sempre vem antes do verbo. Portanto, frases como “Não me faça isso” estão corretas, enquanto “Não faça me isso” é um erro de posicionamento. Outro ponto de atenção é o uso de “lhe” como substituto de “a ele”, “a ela” ou “a eles”. Em muitos casos, especialmente no Brasil, “lhe” é substituído por “me” ou “te” no discurso informal, mas a regra gramatical mantém “lhe” antes do verbo. Exemplo: “Por favor, diga-lhe a verdade” está correto, mas muitos falantes diriam “Por favor, diga-a-lhe”, confundindo os pronomes. Portanto, no comando, respeite a ordem e a posição para evitar que a colocação do pronome oblíquo esteja incorreta.
Erros em infinitivos e particípios
Outra situação recorrente da colocação do pronome oblíquo está incorreta acontece com infinitivos e particípios. Quando usamos verbos no infinitivo, como “quero te ver”, o pronome geralmente vem antes do verbo, mas pode também ser acrescentado como sufixo no final, formando “quero vê-te”. Ambas as formas são aceitáveis, mas a segunda é mais comum em registros mais formais ou literários. Já em frases como “Estou te ajudando”, o pronome “te” vem antes do verbo “estou ajudando”, e não após “estou”, pois a ação está sendo construída em torno do verbo principal.
Com os particípios, a lógica é similar, mas há uma regra de concordância com o sujeito. Em frases como “Gostado por ela”, o particípio “gostado” não exige pronome, pois o objeto já está implícito. Porém, em “Estou sendo ajudado por ela”, se quisermos incluir o pronome, ele deve vir antes do verbo, como em “Estou sendo ajudado por ela” (sem alteração) ou, com sujeito implícito, em “Estou-a sendo ajudado”, embora essa última forma seja menos comum. Portanto, estude os casos de infinitivos e particípios para evitar colocar o pronome na posição errada.

Dicas práticas para acertar a colocação
Para evitar a colocação do pronome oblíquo está incorreta, existem algumas estratégias simples que você pode aplicar imediatamente. A primeira é sempre testar a frase colocando o pronome na frente do verbo principal, especialmente em orações e comandos. Por exemplo, em vez de “Me ajuda aí”, pense em “Ajuda-me” ou “Ajuda-me aí”, que é a forma mais correta. A segunda dica é evitar separar o verbo do pronome em estruturas subordinadas, pois isso costuma gerar confusão gramatical.
Além disso, observe o contexto e o nível de formalidade. Em situações informais, é comum ouvir “Me chama aí” ou “Traz ele aqui”, mas em contextos mais sérios ou escritos, essas frases devem ser “Chama-me aí” e “Traz-no-lo aqui”. Pratique a análise das frases que você ouve e leu, identificando onde o pronome está e se ele está respeitando a ordem estabelecida. Com atenção e repetição, é possível internalizar as regras e nunca mais se preocupar com a colocação do pronome oblíquo está incorreta.
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