E Correto Afirmar Que
Na conversa do dia a dia e em textos mais formais, é muito comum ouir e ler a expressão e correto afirmar que, mas será que ela tem um uso gramatical realmente adequado?
Desmontando a frase: por que "e correto afirmar que" pode ser problemático
A expressão e correto afirmar que costuma aparecer como uma junção de duas ideias aparentemente simples: o verbo “correto” (ou “está correto”) e o verbo “afirmar”. Na prática, isso gera uma construção dupla que confunde a função gramatical de cada parte. Quando dizemos “é correto afirmar que”, na verdade estamos unindo uma oração subordinada adjetiva (“é correto”) com uma oração subordinada substantiva introduzida por “que” (“afirmar que”). A ligação com o “e” acaba sendo redundante, pois o “que” da segunda oração já indica a subordinação, e o primeiro verbo não precisa de um conectivo adicional para se relacionar com a ação de afirmar.
Outro ponto a considerar é a flexibilidade da língua portuguesa. Existem inúmeras formas de introduzir uma ideia com a mesma clareza, sem precisar recorrer a uma construção nem sempre fluida. Por exemplo, é perfeitamente aceitável usar apenas “é correto afirmar que” ou, ainda melhor, transformar a ideia em uma oração principal mais direta. A preocupação com a correção gramatical devemos aplicar também ao fluxo da frase, buscando sempre a comunicação mais eficaz e natural possível, evando gabarismos que não agregam significado.

Alternativas claras e gramaticais para usar no lugar
Se você quer expressar a ideia de que algo é verdade ou pode ser validado, existe uma gama de recursos que soam melhor e são mais elegantes. Uma das opções mais diretas é simplesmente usar o verbo “ser” seguido do adjetivo “correto” e, em seguida, o verbo “afirmar” com seu objeto. Exemplos clássicos incluem “é correto afirmar que a solução foi eficaz” ou “está correto afirmar que os dados são consistentes”. Nesses casos, o verbo “ser” ou “estar” já desempenha a função de ligação, tornando desnecessário o “e” antes do segundo verbo.
Outra alternativa muito produtiva é inverter a ordem, começando com o verbo “afirmar” e, em seguida, explicando se a afirmação é correta ou equivocada. Frases como “Afirmar que o projeto foi um sucesso é correto” ou “É possível afirmar que a tendência está mudando” soam mais orgânicas e fluídas. Além disso, você pode substituir a expressão por sinônimos que transmitem a mesma ideia de validação, como “confirmar”, “declarar” ou “sustentar”, dependendo do tom e do contexto da frase.
Quando a expressão aparece (e como evitá-la sem perder o sentido)
A expressão e correto afirmar que pode parecer inofensiva, mas seu uso recorrente pode minar a clareza do texto, especialmente em produções mais longas ou em contextos formais, como artigos acadêmicos, apresentações corporativas e até contratos. A repetição dessa estrutura pode deixar a escrita pesada, com uma sensação de “entrelaçamento” verbal que dificulta a leitura ágil. Por isso, é importante treinar o “ouvido” próprio para captar quando a frase soa redundante.

Uma dica prática é substituir a frase inteira por uma versão mais enxuta durante a revisão do texto. Por exemplo, ao invés de escrever “E correto afirmar que o aumento de temperatura global é um problema sério, e correto afirmar que as políticas públicas precisam mudar”, você pode optar por “É correto afirmar que o aumento de temperatura global é um problema sério; as políticas públicas precisam mudar” ou, ainda melhor, “O aumento de temperatura global é um problema sério, e as políticas públicas precisam mudar”. A versão final ganha ritmo e objetividade, algo muito valorizado na comunicação eficaz.
O tom conversacional e a importância do contexto
A linguagem que usamos varia conforme o público e a finalidade. Em um bate-papo descontraído, alguém pode dizer e correto afirmar que sem levantar muitas críticas, pois o foco está na interação, não na norma. Já em um documento institucional, a escolha por uma estrutura mais limpa faz toda a diferença. Portanto, entender o contexto é a chave para decidir se aquela expressão é a mais indicada ou se você deve buscar uma alternativa mais polida e profissional.
Além disso, a clareza na escrita reflete diretamente no SEO, especialmente se o seu conteúdo for público na internet. Textos bem estruturados, com frases objetivas e sem excessos, são mais fáceis de ler, o que reduz a taxa de rejeição e aumenta o tempo de permanência. Algoritmos de busca valorizam essa qualidade, pois reconhecem quando um texto oferece uma experiência positiva ao leitor. Ao substituir expressões confusas por alternativas diretas, você está criando conteúdo mais acessível e, consequentemente, mais ranqueável.

A regra de ouro: priorize a fluidez e a precisão
Na hora de escrever, siga uma regra de ouro: escute a frase como se fosse um leitor anônimo. Se ela soar travada, repetitiva ou difícil de engolir, é sinal de que precisa de ajustes. A correção gramatical não é apenas sobre seguir regras rígidas, mas sobre se comunicar da melhor forma possível. Pergunte-se: “Essa frase transmite minha ideia com naturalidade?” e “O leitor vai entender facilmente do primeiro jeito?”.
Lembre-se de que a língua portuguesa é rica e flexível. Não existe uma única receita mágica, mas há inúmeras maneiras de expressar a mesma ideia com elegância. Substituir e correto afirmar que por outras estruturas pode ser um pequeno ajuste, mas que faz toda a diferença na qualidade global do texto. Invista na prática, revise com atenção e observe como sua escrita ganha fluidez, clareza e authority a cada linha.
Conclusão
Portanto, e correto afirmar que não é a expressão mais fluida nem a mais eficiente da língua portuguesa, embora sua intenção seja válida. Compreender os erros de concordância e redundância por trás dela é o primeiro passo para melhorar sua comunicação. Ao adotar alternativas mais diretas e objetivas, você não apenas corrige a gramática, como também aprimora a qualidade do seu texto, seja ele pessoal, profissional ou digital. A clareza é a melhor de todas as sintaxes.

ACAFE 2022/2 - Questão 33 - Com relação à eletrostática, é correto afirmar que:
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