Uma Dor Que Doi Muito É Pleonasmo
A expressão uma dor que doi muito é um pleonasmo comum no nosso dia a dia, pois o verbo “doi” já indica de forma intensa a sensação dolorosa que a gente sente, tornando a frase redundante e mais longa do que o necessário.
Por que “uma dor que doi muito” é considerado pleonasmo
O cerne da discussão está no fato de que a palavra dor por si só já implica em sofrimento físico ou emocional, enquanto o verbo doi reforça essa sensação de forma direta e inequívoca. Quando acrescentamos muito, estamos simplesmente intensificando uma ideia que já está presente no próprio verbo, criando repetição desnecessária e aumentando a quantidade de palavras sem ganho de clareza ou expressividade.
Na prática, frases como “uma dor que doi muito” acabam soando como uma construção inflada, típica de quem está aprendendo a língua ou busca uma explicação mais detalhada sobre o funcionamento dos termos. A clareza e a economia de recursos linguísticos são princípios fundamentais para uma comunicação eficaz, e justamente por isso o pleonasmo aparece como algo a ser evitado, especialmente em textos mais formais ou profissionais.

Exemplos de frases com o pleonasmo e como evitá-los
Vamos a alguns casos reais de uso que demonstram como a expressão desnecessária pode aparecer no cotidiano:
- Frase com pleonasmo: “Estou com uma dor que doi muito na cabeça.”
- Versão correta e mais direta: “Estou com muita dor de cabeça.” ou “Minha cabeça está doendo muito.”
- Frase com pleonasmo: “Ele sentiu uma dor que doi muito no braço após o acidente.”
- Versão correta e mais direta: “Ele sentiu muita dor no braço após o acidente.” ou “O braço dele está doendo muito desde o acidente.”
Perceba que, ao eliminar a estrutura “uma dor que doi”, mantemos o sentido original, mas com menos palavras e maior impacto. A versão enxuta facilita a compreensão e transmite a mesma ideia de forma mais profissional e elegante, seja em um e-mail, em um relatório médico ou até mesmo em uma conversa casual com amigos.
Consequências do uso excessivo de pleonasmos na comunicação
O uso constante de recursos linguísticos redundantes, como uma dor que doi muito, pode prejudicar a clareza da mensagem e até minar a credibilidade do falante ou do escritor. Em contextos profissionais, por exemplo, uma apresentação cheia de pleonasmos pode dar a impressão de falta de preparo ou de domínio da língua, distraindo o público do conteúdo essencial.

Além disso, frases longas e repetitigas tendem a cansar mais o leitor ou o ouvinte, que pode perder o foco ou a interpretar de maneira equivocada. A economia de palavras não significa necessariamente simplificação, mas sim respeitar o tempo e a atenção do outro, algo extremamente valioso em qualquer tipo de comunicação, seja ela escrita, oral ou digital.
Dicas práticas para identificar e corrigir pleonasmos no dia a dia
Melhorar a qualidade da linguagem não precisa ser uma tarefa complicada. Com algumas estratégias simples, é possível reduzir drasticamente o uso de pleonasmos como uma dor que doi muito e transformar a forma como nos expressamos.
- Releia o que escreveu: após terminar um texto, faça uma pausa e releia com atenção, destacando frases que soem repetitivas ou longas demais.
- Substitua verbos por adjetivos: prefira “estou com muita dor” a “uma dor que doi muito”, pois isso torna a frase mais concisa.
- Evite adjetivos ou advérbios que repitam a ideia do substantivo: exemplos incluem “cheiro cheiroso”, “ação ação” ou “pouco pouco”, que são desnecessários e aumentam a redundância.
- Pratique a síntese: tente transmitir a mesma ideia com o menor número possível de palavras, sem perder o sentido original ou a riqueza de expressão.
Essas pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença na qualidade da sua comunicação, seja no falar, no escrever artigos, redações e-mails profissionais. A clareza e a objetividade são altamente valorizadas em todos os campos, e evitar pleonasmos é um passo importante para alcançá-las.

A importância de revisar e editar para eliminar redundâncias
A revisão é uma das etapas mais cruciais de qualquer processo de escrita, especialmente quando o objetivo é transmitir ideias de forma precisa e impactante. Ao editar um texto, é essencial buscar não apenas a correção gramatical, mas também a eliminação de vícios linguísticos, como o pleonasmo que aparece em expressões como uma dor que doi muito.
Ferramentas de verificação gramatical podem ajudar a identificar algumas redundâncias, mas o sentido crítico e a leitura atenta continuam sendo insubstituíveis. Ao revisar, pergunte-se: “essa palavra ou expressão está acrescentando algo de novo à frase?”, “seria possível simplificar sem perder o significado?”. Fazer essas perguntas regularmente ajuda a desenvolver um olhar mais criterioso em relação à própria escrita.
No ambiente digital, onde a velocidade de leitura é ainda maior, a capacidade de sintetizar informações sem perder a essência torna-se uma competência indispensável. Eliminar pleonasmos não economiza apenas palavras, mas também tempo, energia e, principalmente, garante que a mensagem chegue de forma mais objetiva e eficaz ao seu público.

Conclusão
Entender que uma dor que doi muito é um pleonasmo é o primeiro passo para aprimorar a qualidade da comunicação e evitar desperdícios linguísticos. A linguagem clara, objetiva e econômica é a chave para transmitir ideias com precisão e impacto, seja em contextos pessoais, profissionais ou acadêmicos. Ao revisar e refinar o modo como falamos e escrevemos, construímos uma ponte mais direta e eficaz com nossos interlocutores, sem perder a riqueza e a autenticidade da expressão.
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