Verbo Terminado Em Ar
Os verbos terminados em ar são uma peça fundamental da estrutura gramatical do português, especialmente no que diz respeito aos verbos regulares da primeira conjugação.
Identificando a Primeira Conjugação: O Que São e Como Reconhecer
No universo da sintaxe portuguesa, saber identificar um verbo terminado em ar é o primeiro passo para dominar a conjugação regular. Esses verbos pertencem à primeira conjugação e, em sua forma infinitiva, sempre apresentam o radical seguido da terminação ar, como "amar", "cantar" ou "estudar". Para muitos alunos, essa terminação é apenas uma marca visual, mas ela carrega consigo toda a regência necessária para a formação dos tempos verbais.
Uma dica simples para reconhecê-los é prestar atenção na preposição da pessoa do sujeito. Se o verbo flutua entre a forma "eu" e "tu" comuns nesses verbos, como "eu canto" e "tu cantas", você está lidando com a primeira conjugação. A flexibilidade desses verbos permite uma infinidade de construções, desde o presente indicativo até o subjuntivo, sempre obedecendo a um padrão claro e previsível.

A Importância da Terminação "Ar" na Conjugação
A terminação ar atua como um código flexível que, ao ser removido, revela o radical do verbo, a base semântica que carrega o significado principal da ação. Por exemplo, ao remover "ar" de "estudar", sobram as letras "estud-", que podem ser transformadas em "estudo", "estudaste", "estudava" e assim por diante, dependendo do tempo e modo utilizado.
Essa regra de ouro facilita a vida de quem aprende português, pois permite a conjugação mecânica, desde que se saiba tratar o radical corretamente. Para verbos regulares, a única alteração que ocorre é a troca da terminações "ar" pelas adequadas a cada pessoa do singular e plural, mantendo a estrutura radicular inalterada na maioria dos tempos.
Exemplos Práticos no Presente do Indicativo
O presente do indicativo é o terreno fértil para observar a magia dos verbos terminados em ar. Nesse tempo verbal, a conjugação segue uma receita de bolo: o radical sofre algumas adaptações pessoais, mas a base é preservada. Vejamos na prática com o verbo "cantar": eu canto, tu cantas, ele/ela/você canta, nós cantamos, vós cantais, eles/elas/vocês cantam.

Observe como a raiz "cant" se mantém presente em todas as formas, variando apenas a terminação para combinar com o sujeito. Esse padrão se repete infinitamente com outros verbos da mesma família, como "amar" (eu amo, tu amas, etc.) e "pensar" (eu penso, tu pensas, etc.), tornando a previsibilidade um alival do aprendizado.
Além do Presente: Passado e Futuro
O domínio dos verbos terminados em ar não se restringe ao presente, estendendo-se como um rio para o passado e o futuro. No pretérito perfeito do indicativo, por exemplo, a regra muda um pouco: em vez de manter a terminação "ar", adicionamos sufixos diretamente ao radical, resultando em formas como "cantei", "cantaste", "cantou", "cantámos", "cantastes", "cantaram".
Já no futuro do presente, a lógica se inverte um pouco: mantemos o radical original e acrescentamos as terminações que indicam a pessoa, como "eu cantarei", "tu cantarás", "ele cantará", "nós cantaremos", "vós cantareis", "eles cantarão". Esses tempos demonstram a versatilidade da raiz ao se adaptar para expressar ações concluídas ou ainda por vir.

O Mundo do Subjuntivo e Imperativo
Os verbos terminados em ar brilham particularmente no subjuntivo, onde a flexibilidade é máxima. No presente do subjuntivo, por exemplo, usamos a base radical com terminações que variam de acordo com a conjugação, resultando em formas como "eu cante", "tu cantes", "ele cante", "nós cantemos", "vós canteis", "eles cantem". Essa mood (modo) verbal é essencial para expressar dúvidas, desejos, possíveisidades e ações que não são certas.
O imperativo, por sua vez, oferece uma conjugação direta e objetiva, especialmente nas formas afirmativas e negativas para "tu" e "você". Para o "tu", o comando é simplesmente a base radical mais a terminação adequada, como "canta!" (afirmativo) ou "não cantes!" (negativo). Para "você", utiliza-se o presente do indicativo, como "cante!" ou "não cantes!", demonstrando mais uma vez a lógica prática por trés dos verbos regulares.
Dicas de Aprendizado e Exceções a Observar
Aprender a conjugar verbos terminados em ar pode ser uma experiência gratificante se você adotar a estratégia certa. Pratique regularmente a conjugação de pelo menos três verbos diferentes por dia, alternando entre tempos e modos para fixar a estrutura. Grave as terminações em um caderno ou aplicativo de estudos e revise-as periodicamente para manter o domínio.

É crucial lembrar que nem todos os verbos que terminam em "ar" são regulares. Exceções como "pular" (que na verdade é irregular no pretérito) ou "rular" (de origem estrangeira e conjugação irregular) existem, exigindo atenção redobrada. Estudar a origem etimológica e o histórico de cada verbo pode ajudar a evitar armadilhes gramaticais.
No entanto, a grande maioria dos verbos populares segue a regra de ouro da primeira conjugação. Com paciência e prática, você internalizará a lógica por trás dos verbos terminados em ar, tornando-se não apenas um falante fluente, mas também um escritor consciente e preciso, capaz de transformar essa base gramatical em expressões ricas e variadas.
Conclusão
Dominar os verbos terminados em ar é sinônimo de dominar uma das bases mais sólidas da gramática portuguesa, proporcionando segurança em qualquer situação de comunicação.
VERBO: Conjugação ar, er, ir
... ele compôs uma canção o verbo por embora não termine em era é considerado da segunda conjugação os verbos terminados ...