Conhecido O Recurso De Parte E Não Provido
Em diversas situações do cotidiano jurídico, surge a expressão conhecido o recurso de parte e não provido, especialmente em decisões que tratam de recursos como apelação e agravo de instrumento. Este artigo tem como objetivo esclarecer de forma completa o significado, as consequências práticas e o embasamento legal desse termo, que muitas vezes causa confusão entre os próprios advogados e os jurisdicionados.
O entendimento correto desse conceito é essencial para qualquer pessoa que precise contestar uma decisão em primeira instância, pois trata diretamente da eficácia ou ineficácia de um recurso devidamente protocolado. Vamos abordar desde a definição até o momento em que esse desfecho é deferido, garantindo assim uma visão clara sobre o tema.
O que significa "conhecido o recurso de parte e não provido"
Quando um tribunal profere a sentença "conhecido o recurso de parte e não provido", ela está, em síntese, reconhecendo a existência do recurso, mas negando seu pedido em sua totalidade. Isso significa que o recurso foi devidamente recebido, analisado e, ao final, considerado improcedente. O juiz ou relator entendeu que os argumentos apresentados não são suficientes para reformar a decisão em questão.

Essa formulação é a mais completa para manifestar o fim do recurso sem a necessidade de um novo julgamento em segundo grau. Ela difere de um mero "não conhecido", que indicaria vícios de forma ou falta de interesse, pois aqui há uma análise mérito, ainda que negativa. Portanto, trata-se de uma prestação de contas formal e fundamentada.
Momento em que esse desfecho é proferido
O momento exato da manifestação "conhecido o recurso de parte e não provido" costuma acontecer após a fase de instrução, ou seja, depois que as provas foram produzidas e os argumentos devidamente discutidos. Em primeiro grau, o juiz já proferiu uma sentença, mas ela passa por um escrutínio mais detalhado pelo tribunal superior.
Normalmente, a decisão do tribunal é publicada em segunda instância, podendo ser em caráter sumário, por meio de recursos de apelação, ou em processo regular, quando há agravo de instrumento. Nesse ponto, o tribunal tem a obrigação de responder ponto a ponto as razões que o autor do recurso apresentou, fundamentando cada negativa com clareza.

Consequências práticas para as partes
A principal consequência prática desse desfecho é a confirmação da sentença inicial em todos os seus aspectos. Isso significa que o réu mantém o que ganhou e o autor do recurso perde o processo, ficando obrigado a cumprir a decisão judicial, como o pagamento de uma dívida ou a entrega de um bem.
- Preclusão processual: Uma vez julgado e mantido o mérito, o recurso não pode ser mais reexaminado naquele tribunal, impedindo novas tentativas de questionar a mesma matéria.
- Custas e honorários: Geralmente, o recorrente é condenado ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios em favor do vencedor, reforçando a derrota.
Para o réu, a frase é uma garantia de que a luta judicial chegou ao fim com um resultado favorável. Já para o recorrente, representa a necessidade de buscar outras esferas jurídicas, como o próprio tribunal superior, caso existam fundamentos excepcionais, ou aguardar o cumprimento da decisão.
Diferença entre "não conhecido" e "não provido"
É fundamental não confundir conhecido o recurso de parte e não provido com a simples recusa de processamento. Enquanto o primeiro implica em uma análise completa e demorada do caso, o segundo indica que o recurso nem mesmo foi examinado pelo juiz.

- Não conhecido: O tribunal não chega a analisar a matéria de mérito. Existem razões como vícios de forma, falta de legitimidade ou omissão de requisitos básicos.
- Não provido: O tribunal analisou tudo e considerou que o recurso não tinha razão de ser, mantendo a decisão anterior.
Portanto, quando se vê a expressa "conhecido o recurso de parte e não provido", é sinal de que o recurso foi examinado com seriedade, mas acabou sendo rejeitado por falta de argumentos convincentes ou por não convencer o juiz a respeito da aplicação da lei.
Como contestar ou recorrer desse desfecho
Apesar de ser uma decisão definitiva, nem tudo está perdido. Existem mecanismos para tentar inverter a lógica, embora sejam mais restritos. O recurso especial, previsto no artigo 1.022 do CPC, pode ser uma saída, focando em divergência jurisprudencial ou interpretação de lei federal, sem entrar no mérito da questão.
Já o recurso extraordinário vai ao cerne do Direito, questionando a constitucionalidade de uma lei aplicada no caso. Porém, ambos exigem requisitos rigorosos e apenas devem ser vistos como último recurso, pois raramente alteram a posição já consolidada pela segunda instância. É crucial avaliar com o advogado a viabilidade antes de qualquer movimento.

A importância de uma boa defesa técnica
O fato de o recurso ser "conhecido" mostra que a parte teve o direito de se manifestar, mas o fato de ser "não provido" demonstra a importância de uma advocacia competente. Argumentos mal fundamentados, excessos processuais ou falta de embasamento jurídico são as principais causas do indeferimento.
Um bom profissional deve saber não apenas apresentar a inicial, mas também antecipar os contra-argumentos do juiz e trabalhar a interpretação dos artigos de forma clara. Isso aumenta consideravelmente as chances de sucesso, seja em primeira ou em segunda instância. Portanto, investir em uma defesa sólida é a chave para evitar que um recurso termine com essa desfeche desfavorável.
Conclusão
Entender o que significa conhecido o recurso de parte e não provido é essencial para navegar com segurança pelo sistema jurídico. Significa que o recurso foi avaliado e considerado inválido, mantendo a decisão anterior inalterada. Embora não seja um desfecho desejável para quem recorre, trata-se de uma manifestação jurídica clara e definitiva que encerra a discussão naquele grau.

Diante desse cenário, a atitude mais produtiva é buscar alternativas dentro dos limites legais, como um novo recurso especial ou um recurso ao tribunal superior, sempre com lastro técnico e jurídico robusto. Lembre-se de que a chave para evitar esse resultado passa por uma correta preparação da defesa e por uma análise criteriosa das chances de êxito antes de ajuizar qualquer recurso.
RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO - SAIBA MAIS SOBRE ESSA MOVIMENTAÇÃO - DICAS E INFORMAÇÕES.
Pessoal, fiz este vídeo para falar um pouco sobre a movimentação "recurso conhecido e não provido", de forma rápida e simples.